sexta-feira, 26 de março de 2010

Um nota sobre a Frente de Luta pelo Transporte Público

O ano passado foi marcado pela criação da Frente de Luta pelo Transporte Público. O manifesto da Frente abordando o aumento de 2009 pode ser lido aqui. No corrente ano a Frente voltou a se organizar e já está estruturando suas ações. Logo o blogue estará com atualizações. Fique atento e atenta. 

 A luta continua viva!

Poesia tosca para se ler fora do zarcão (ou: humor é necessário!)

- vou de zarcão.

- não dá não.
pois, tá carão! 

Flavio Solomon,  militante esquecido.



O iluminado, a caixa e a desconsideração

O Charles Henrique, sociólogo e comissionado na Prefeitura, em seu artigo na edição de sexta-feira do Jornal Anotícia, escreve como se fosse um iluminado na questão do transporte coletivo. Ele precisa de mais luz, vamos lá.

A Prefeitura não abre os dados das planilhas, ano passado divulgou  somente parte dos dados. Jamais os dados gerais. O poder público e os empresários não debatem o transporte com a população, menos ainda com os movimentos sociais e entidades cuja pauta é o transporte coletivo. Logo, a caixa não é tão aberta.

O presente articulista deveria observar com mais cuidado tudo o que diz a respeito ao transporte. Não é de hoje o entendimento que o ponto x da questão não é somente a tarifa paga dos bolsos dos usuários e das usuárias. Por exemplo, há tempos o Movimento Passe Livre está pontuando a necessidade de um transporte realmente público, entendendo além do aumento da tarifa. Outro fato, quando um movimento se dispõe a discutir o transporte se faz presente a necessidade de cruzamento de dados. Não é preciso um diploma universitário para chegar a conclusão.

A questão chave é que o articulista se dispõe a condição de iluminado, mas no fundo, desconsidera o contexto da cidade, ignora a existência de um dos protagonistas da questão do transporte coletivo, no caso o Movimento Passe Livre. Erra ainda mais, quando trata a população como fornecedora de dados, não a tratando como possuidora de vivência suficiente para discutir e a realizar um transporte público realmente público e de acordo com as suas necessidades. Por isso, vamos iluminar mais o jovem sociólogo do PDT e companheiro de "luta" do preconceituoso e conservador Robson da Cunha.

Arte de colocar a boca no trombone – IV


É aumentar a tarifa do zarcão para manifestações acontecerem na Praça da Bandeira, ao lado do terminal central. É importante marcar presença em atos centrais, geralmente mobilizados por movimentos sociais, organizações e entidades ligadas aos estudantes do ensino médio e universitário. O setor estudantil é atingindo de maneira violenta, já que os custos com as mensalidades, material escolar e tantas outras atividades pertinentes a formação educacional tem preços altíssimos. Geralmente os trabalhadores e as trabalhadoras participam num baixo número.

Os-as trabalhadores e trabalhadoras lentamente estão aderindo as mobilizações contra o aumento.  Um número mais expressivo passou ser as saudações de incentivo e apoio a luta. É compreensível a dificuldade de ir ao ato, já que estão retornando as suas casas, após uma longa e mal remunerada jornada de trabalho. O cotidiano da classe trabalhadora é diferente dos-as estudantes, os últimos ainda encontram mecanismo para faltar uma semana de aula, depois recuperar, já os-as trabalhadoresas se torna impossível faltar o trabalho. Entre ambos existe um elo, a exploração por meio das empresas Gidion, Transtusa e Prefeitura. O que faz ser determinante uma aproximação entre estudantes e trabalhadores-as.

Os-as manifestantes, em dias de ato, estão compenetrados em suas responsabilidades. O que prejudica uma comunicação efetiva entre estudantes e trabalhadores-as. Por isso, tome a iniciativa de dizer um oi aos manifestantes, diga o quanto gostaria de contribuir e participar. Faça um convite para uma atividade no seu Bairro. Ofereça a sua garagem, o salão de festas da Igreja na sua comunidade ou o pátio da Escola. Chame o máximo de vizinhos, amigos e amigas para uma conversa sobre o aumento na tarifa e a necessidade de um transporte realmente público.

É de grande importância a formação de núcleos em diferentes bairros, assim todos são protagonistas nas ações contra o aumento e na criação de um transporte público, não deixando somente nas mãos de políticos profissionais dirigirem a cidade. Os usuários e as usuárias estão vivenciando os problemas e os altos custos do transporte, por isso, faça você o papel de sujeito da mudança. Organize as pessoas do seu bairro e propostas vão pintar, ao mesmo tempo mobilize  o povo nas ruas, aí gera uma maior insatisfação organizada.


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