domingo, 9 de maio de 2010

Memórias e agradecimento


Em pleno dia das mães, recordo da dedicatória feita a minha mãe, quando completava o meu primeiro círculo de vivência universitária.

Agradeço com toda força a minha mãe, por se manter em pé com todas as dificuldades econômicas, de saúde e de preconceitos por assumir a condição de mãe solteira e operária no seio de uma família cristão. Quando pensado em exemplos de luta, não vem a minha memória Kropotkin, Marighella, Louise Michel ou os grevistas de 1917. Sem saber, minha querida mãe, sempre foi – e será – a minha inspiração na construção de uma sociedade justa, solidária, livre e igualitária.”

Nos últimos tempos tenho revirado a memória, buscando perceber os diferentes aspectos da infância. Nesse trajeto de memória, até uma fase estava debaixo da saia de minha mãe. Um momento, sem recordar com exatidão o que me fez  largar o calor materno, fui para  longe, mesmo vivendo debaixo do mesmo teto. Nessa reviravolta memorialista, a minha mãe sempre se fez presente, eu me fiz ausente.